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Em virtude das medidas de saúde necessárias para proteção contra o coronavírus e da entrada em vigor da onda roxa em todo o Estado de Minas Gerais, que determina o funcionamento apenas de serviços essenciais, as cartas de oposição à Contribuição Negocial e de Acompanhamento serão exclusivamente por carta ou na modalidade on-line conforme opção do empregado. 

Arquitetos(as) e Urbanistas que não concordarem com o desconto devem encaminhar carta manuscrita ao Sinarq-MG (Rua Mestre Lucas, 70, Bairro Cruzeiro, Belo Horizonte – MG, CEP 30310-240). Ela deve estar em envelope individual, com aviso de recebimento-AR e o carimbo do correio dentro do prazo estabelecido. É preciso informar todos os dados pessoais e profissionais, bem como o nome do responsável pelos Recursos Humanos da empresa e seu respectivo e-mail. A contribuição é referente a um dia do salário do piso de cada empregado, dividido em três parcelas (abril, maio e junho de 2021). O encaminhamento da carta de oposição deve ser feito para cada uma das parcelas.

Os profissionais estabelecidos no interior também poderão enviar sua correspondência via correio. O Sindicato, por sua vez, fica obrigado a comunicar a empresa a confirmação ou não do desconto, no prazo máximo de 15 dias corridos após o vencimento de cada parcela. 

A oposição on-line pode ser realizada através deste formulário. Os profissionais que optarem por essa modalidade somente terão direito de discordância de 50% da contribuição, os outros 50% serão descontados na folha de pagamento.

Foto: kstudio/freepik

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Parte integrante do 27º Congresso Mundial de Arquitetos promovido pela União Internacional de Arquitetos (UIA), a Semana Aberta UIA2021Rio será um período de conteúdos especiais gratuitos mediante inscrição. A programação virtual de 22 a 25 de março trará especialistas de diversos países para discutir o tema ‘Fragilidades e Desigualdades’.

A Semana Aberta é parte integrante do 27º Congresso Mundial de Arquitetos que ocorre pela primeira vez no Brasil, em julho. O evento está ampliado para facilitar a participação de pessoas de todo o mundo que teriam dificuldade para estar presentes no Rio de Janeiro.

Até junho, haverá uma extensa e intensa programação virtual, aberta a todos os continentes, trilíngue. Em julho, de 18 a 22, será presencial, com transmissão online. Os maiores nomes da arquitetura e urbanismo serão palestrantes, expositores e debaterão sobre o futuro da arquitetura e da cidade.

Saiba mais e faça sua inscrição aqui

CONHEÇA QUEM SÃO OS DEBATEDORES DA SEMANA ‘FRAGILIDADES E DESIGUALDADES’

Fabienne Hoelzel
Fabienne Hoelzel teve uma experiência na Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) do Município de São Paulo e participou no Programa de Urbanização de Favelas (2009- 2012). Ela é fundadora do Fabulous Urban, escritório de Design Urbano e Pesquisa com sede em Zurique, Suíça, e filial em Lagos, Nigéria. Fabienne comenta no debate o projeto Makoko Neighbourhood Hotspot, um centro comunitário polivalente que faz uso de biogás.

Maria Alice Rezende de Carvalho
Historiadora e socióloga, Maria Alice Rezende de Carvalho faz uma análise ampla sobre as intervenções urbanas em favelas no Brasil, destacando o contexto político. A convite da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), Maria Alice participou da avaliação da primeira fase do Favela-Bairro, um dos mais destacados programas de urbanização de favelas, iniciado na década de 1980. Mais de 20 anos depois, a pedido do Instituto de Arquitetos do Brasil, ela elaborou um manual para ajudar os escritórios de arquitetura em seus diagnósticos sociais.

Alfredo Brillembourg
O arquiteto Alfredo Brillembourg é natural de Nova York e comanda o Urban-Think Tank (U-TT), escritório de design interdisciplinar em Caracas, na Venezuela. Seu foco é a inovação e a sustentabilidade em projetos para populações que vivem na informalidade – inclusive em razão de migrações. Em Nova York, fundou o laboratório de habitação urbana sustentável S.L.U.M. Lab.

Alejandro Echeverri
O colombiano Alejandro Echeverri é conhecido por um dos mais arrojados projetos de intervenção urbana e social – em Medellín, sua cidade natal, entre 2004 e 2008. Ele conta como a arquitetura é capaz de mudar comportamentos.

Jorge Jáuregui
O argentino Jorge Jáuregui trabalha há mais de 30 anos no Rio de Janeiro e acompanhou praticamente todas as iniciativas de urbanização de favelas já realizadas na metrópole. Além da falar sobre elas, ele também comenta as novidades de seus últimos trabalhos na República Dominicana.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA ABERTA:

ARQUITETURA DA INCLUSÃO SOCIAL
22/03 09H (Rio de Janeiro, GMT-3)
Fabienne Hoelzel – SUIÇA
Maria Alice Rezende de Carvalho – BRASIL
Mediadora: Mariana Barros – BRASIL

O QUE É MESMO PERIFERIA?
23/03 09H (Rio de Janeiro, GMT-3)
Alfredo Brillembourg – VENEZUELA – EUA
Entrevistado por Fernando Serapião – BRASIL

ARQUITETURA NA FAVELA
24/03 09H (Rio de Janeiro, GMT-3)
Jorge Jáuregui – ARGENTINA/BRASIL
Alejandro Echeverri – COLÔMBIA
Mediadora: Evelise Grunow

“LIVE” FRAGILIDADES E DESIGUALDADES
25/03 11H (Rio de Janeiro, GMT-3)
Com debatedores e profissionais de destaque

Fonte: FNA

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A TAXA DE CONTRIBUIÇÃO ANUAL viabiliza o funcionamento do sindicato e dá estrutura à luta pelos direitos e condições de trabalho. A reforma trabalhista de 2018, além de retirar direitos, enfraqueceu os sindicatos, com a desobrigação do pagamento da contribuição sindical. Sem as contribuições, os sindicatos não têm como arcar com os custos de manutenção da instituição, como aqueles da assessoria jurídica nas negociações.  

Mesmo com todas as dificuldades, entre elas o fato de não arrecadar as contribuições do ano de 2019, os membros da Diretoria têm trabalhado – sempre de forma voluntária – para a manutenção e renovação do Sindicato. Em 2020 o SINARQ/MG esteve presente na negociação com o SINAENCO e com isso frear a perda de direitos que se impunha aos arquitetos. O Sindicato também esteve presente em negociações com órgãos como a BHTrans, para firmar novo Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta empresa, o SINARQ/MG ganhou a ação de implementação do piso salarial para os arquitetos urbanistas, que teve início em 2015.

Ainda, este ano ocorreu a reformulação do site, que agora possui um canal para denúncias anônimas, e amplia a presença do Sindicato nas redes sociais, com fundamental assessoria da Federação Nacional dos Arquitetos, a FNA

Frente a este cenário, é fundamental fortalecer o Sindicato, que representa arquitetas e arquitetos nessa luta. 

Além disso, é por meio da Taxa de Contribuição Anual que os arquitetos associados acessam os benefícios oferecidos pelo sindicato, como condições especiais em planos de saúde (convênio com a Qualicorp) e assessoria jurídica e contábil. Salienta-se que é imprescindível estar em dia com o pagamento da Taxa de Contribuição Anual para continuar a ter direito a esses benefícios.

Desta forma, o Sindicato solicita a todas e todos que atualizem seus dados cadastrais no site, pelo link https://sinarqmg.org.br/associe-se/ para emissão dos boletos para pagamento da Taxa de Contribuição Anual no valor de R$240,00 (duzentos e quarenta reais).

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Cinco anos após ter ingressado com ação civil pública buscando o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial para arquitetos e urbanistas (Lei 4.950-A/66), o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas (Sinarq-MG) comemora vitória em última instância no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A decisão transitado em julgado ocorreu e 15 de outubro deste ano, e impõe à Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (Bhtrans) a aplicação da lei aos seus profissionais vinculados.

Ainda em fase de primeira instância, a justiça determinou que a Bhtrans deveria observar o piso fixado na lei quanto ao salário dos empregados que desempenham atividades de arquitetos e urbanistas com jornada de 40 horas semanais, nos cargos de Analista de Transporte e Trânsito, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Analista de Sistemas de Tráfego e Analista de Transporte e Trânsito com ênfase em Arquitetura, enfatizando que restou patente que esses exercem atividades de arquitetos e urbanistas. Todos os recursos apresentados pela Bhtrans foram negados no decorrer do processo judicial, conforme entendimento da Corte.

A advogada do Sinarq-MG, Lorena Cardoso, sócia do escritório especializado em Direito Trabalhista e Sindical, Cardoso Amorim & Gonçalves Brant, ressaltou que “a decisão é uma histórica vitória para o Sinarq-MG e para os arquitetos e urbanistas empregados da Bhtrans que lutam há muitos anos pelo seu reconhecimento na profissão e na carreira e para toda a categoria, mas dada a importância de seus fundamentos e ao crítico período de retirada de direitos trabalhistas, representa uma significativa vitória para todos os trabalhadores brasileiros”.

Foto: Jcomp/Freepik
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A menos de uma semana do primeiro turno das eleições que começará a definir os nomes dos próximos gestores (prefeitos, vice-prefeitos e vereadores) de 5.570 municípios brasileiros,  a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)  conclamou seus sindicatos filiados a pontuarem quais as prioridades que os futuros eleitos precisam abraçar para tornar as cidades mais justas, democráticas e sustentáveis.

A série “Viver a Cidade é Construir o Futuro” abre com o posicionamento de Minas Gerais, sob a ótica dos arquitetos e urbanistas Dulce Magalhães e Eduardo Fajardo Soares, integrantes da diretoria do Sinarq-MG.

1. Quais os 5 pontos devem ser priorizados pela nova gestão em sua cidade?

O primeiro trata da questão das águas urbanas e do saneamento básico em cinco eixos: abastecimento, esgoto, controle de vetores, resíduos sólidos e drenagem urbana, sobretudo em Belo Horizonte, após a destruição causada pelas chuvas extraordinárias que ocorreram de 2020. Em relação a este último ponto, é preciso construir cidades mais permeáveis, abandonar as antigas práticas de ‘tampar’ os cursos d’água. Em vez disso, tentar recuperá-los, para devolvê-los à cidade. Além disso, adotar pisos mais porosos onde for possível, prever áreas de acumulação de águas de chuva que possam retardar o escoamento em períodos de chuvas mais intensas. No Novo Plano Diretor de BH, parte da outorga onerosa pode ser paga pelas soluções de projeto que privilegiem a permeabilidade do solo.

O segundo ponto é desenvolver habitação de interesse social como forma de resolver questões ambientais, desocupar as margens de córregos e fundos de vale. Em infraestrutura urbana é impossível não buscar solução para o problema da moradia digna para as populações em vulnerabilidade social.  Com a pandemia ficou evidenciado o quanto a questão da moradia impacta em questões como saúde e saneamento. Outra prioridade é a proteção das áreas verdes, áreas de diretrizes especiais, nascentes e cursos d’água. Neste quesito, será necessário aumentar a fiscalização e a pressão da população junto ao Poder Público no sentido de fazer valer as leis existentes, inclusive o novo Plano Diretor, o que passa pela ampliação da conscientização da população para esta causa e da instrumentalização  das lideranças de bairro com informações e/ou cursos sobre os dispositivos legais que podem acionar para ajudá-los proteger essas áreas. A mobilidade urbana é outra prioridade, que deve se dar a partir do incentivo a outros modais e implementação de ciclovias, meios e transporte coletivos mais eficientes como linhas de metrô, ou meios de transporte integrados. Incentivar a criação de novas centralidades, como prevê o Novo Plano Diretor. A redução das desigualdades sociais surge como outra causa que precisa ser enfrentada. Investir na educação para todos: no ensino público, na formação dos professores, em melhores salários para esta categoria, na manutenção das edificações. Esta prioridade deve partir já no ensino da primeira infância, quando a criança pode ser cativada pela escola e ver nela uma segunda casa que pode contribuir para a sua transformação. Criar mais escolas públicas de ensino integral e de cunho técnico, podendo haver, inclusive, uma integração com os setores da indústria e do comércio para oportunizar o primeiro emprego.  E, ainda no âmbito da educação, é necessário ampliar os programas de alfabetização para adultos e idosos.

2.Como é possível recuperar e fortalecer o papel dos municípios e da sociedade civil nas decisões/discussões voltadas a políticas públicas urbanas?

Gerar repercussão de temas de interesse nas grandes mídias e em mídia alternativas para que a sociedade possa se envolver e se conscientizar que o que é ‘público’ é de todos. Essa é uma forma de desconstruir a noção quase cultural no Brasil de que o que é público não e de ninguém. Em Belo Horizonte, há um grande exemplo recente de mobilização social em defesa da aprovação do Novo Plano Diretor. Essa mobilização uniu vários segmentos afins e oportunizou a aproximação de pessoas com algum interesse. Eles pressionaram vereadores para aprovarem um Plano Diretor mais inclusivo e mais ‘amigo’ da cidade. É necessário despertar nas pessoas a consciência de como as questões das políticas públicas as afetam para que se identifiquem e possam se envolver com estas de forma mais participativa. Em outra parte, é necessário lembrar aos políticos eleitos que a obrigação deles é trabalhar para o bem comum, pressionando esses gestores durante todo o mandato e não apenas em época de eleição.

3.Como está a implementação da ATHIS em sua cidade e como é possível ampliá-la?

Há algumas iniciativas bem sucedidas em Belo Horizonte, como ‘Arquitetas sem Fronteiras’ e ‘Arquitetura na Periferia’. Para ampliá-las é necessário trabalhar na sua regulamentação no nível municipal, fomentar o trabalho junto às novas ocupações, às associações comunitárias de bairro, principalmente os de periferia, além de aumentar o trabalho junto às faculdades de Arquitetura.

4.Que medidas sugere para amenizar os impactos da pandemia e preparar as cidades para o enfrentamento de crises sanitárias similares?

A intensificação da ATHIS é fundamental para levar saúde às casas em vilas e favelas.  Retomar os programas de habitação digna para as populações carentes, melhorar e investir no SUS para que ele não acabe e continue sendo referência em vários tratamentos com o é hoje. Também é preciso aumentar a capacidade de atendimento nos hospitais, postos de saúde e afins. Em relação à educação, é necessário capacitar cada vez mais professores e alunos às mídias digitais de forma que cada vez mais seja viável o ensino –  paliativo –  através de plataformas digitais. O mesmo deve ser aplicado em relação ao teletrabalho, que precisa ser democratizado.  Por último, criar novas áreas verdes e áreas de respiro nas cidades.

Fonte: FNA

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