O arquiteto e urbanista e ex-presidente por duas gestões do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) Haroldo Pinheiro foi o homenageado deste ano com o Colar de Ouro, comenda criada pelo IAB como reconhecimento máximo aos arquitetos pela sua obra e trajetória profissional. O destaque ocorreu na tarde desta terça-feira (26/01), durante as atividades virtuais The post Haroldo Pinheiro é homenageado com o Colar de Ouro nos 100 anos do IAB appeared first on FNA.Read More

O arquiteto e urbanista e ex-presidente por duas gestões do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) Haroldo Pinheiro foi o homenageado deste ano com o Colar de Ouro, comenda criada pelo IAB como reconhecimento máximo aos arquitetos pela sua obra e trajetória profissional. O destaque ocorreu na tarde desta terça-feira (26/01), durante as atividades virtuais que marcaram os 100 anos de fundação do IAB, reunindo conselheiros e diretoria da organização de classe.

Natural de Fortaleza (CE), com passagem pelos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Salvador, foi em Brasília que decidiu se estabelecer e concluir a graduação na IAA/UnB (1973-1980). Pinheiro tem uma forte atuação em organizações de classe de arquitetura e urbanismo. Presidiu o IAB/DF (1998/1999), o IAB/Nacional (2000/2002 e 2002/2004) e o CAU/BR (2011/2014, 2015/2017). Também na campanha pelo CAU, foi o coordenador do Colégio Brasileiro de Arquitetos (2002/2003). No campo internacional, destaque para o cargo de conselheiro adjunto da União Internacional de Arquitetos – UIA (2002/2005) e vice-presidente do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa – CIALP (2005/2008).

“A principal conquista, sem dúvida, foi a criação do CAU e a honra de o ter presidido nas duas primeiras gestões – particularmente, na primeira, quando cumprimos a responsabilidade de implantar o Conselho partindo do “zero” e com pouquíssimo tempo para a instalação simultânea nas 27 unidades da Federação. Foi um desafio razoável, mas superado com companheirismo, rigor técnico e criatividade – como aprendemos a fazer em nossa prática profissional”, destaca Pinheiro.

Aos 69 anos, se diz honrado com o reconhecimento dos colegas, fato que propicia abrir espaço para profissionais de sua geração na seleta galeria do Colar de Ouro do IAB. “São tantas personalidades importantes para a cultura arquitetônica, sendo muitos deles amigos queridos com quem tive o privilégio de conviver, como o Dr. Lucio, Oscar, Lelé, Severiano, Fayet, Fábio, Bratke, Guedes, Miguel, Zanine, Pedro Paulo, Pompeu – citando aqui alguns dos que já se foram e nos deixaram enorme saudade”, pontua.

Pinheiro recorda com carinho de um período de sua vida profissional em que atuou junto ao arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. ‘De aprendiz, na década dos 1970, a arquiteto associado a partir dos anos 1980 até maio de 2014, realizamos mais de 50 trabalhos, quase todos com responsabilidade sobre o projeto e a execução da obra”, conta. Ainda em seus trabalhos, destaque para a expansão da Rede Sarah de Hospitais, cujos projetos para as unidades de Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza foram realizados pelo seu escritório em Brasília, assim como as ampliações do Sarah/DF.

 

 

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O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) chega ao seu centenário hoje com uma trajetória forjada na dedicação, luta e na ação política. A organização mais antiga do Brasil voltada à arquitetura e urbanismo nasceu na Escola de Belas Artes (RJ) com o nome de Associação Brasileira de Architectos, pelas mãos de 27 dos chamados The post IAB: Um século de lutas pelas mãos de arquitetos e urbanistas appeared first on FNA.Read More

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) chega ao seu centenário hoje com uma trajetória forjada na dedicação, luta e na ação política. A organização mais antiga do Brasil voltada à arquitetura e urbanismo nasceu na Escola de Belas Artes (RJ) com o nome de Associação Brasileira de Architectos, pelas mãos de 27 dos chamados ‘engenheiros-arquitetos’, em 1921. Na época, o Rio de Janeiro ainda era a capital federal, e passava por um processo de expansão urbana e organização social.

Temas urbanas, legislação e proteção profissional, discussão sobre a formação e o exercício profissional, política urbana, valorização da cultura, das artes e do patrimônio, promoção de concursos de Arquitetura e muitas outras frentes pautaram a atuação do IAB ao longo desses 100 anos – sempre em consonância com o momento sociopolítico econômico. Fez parte das inúmeras as fases de transformação no país, décadas acaloradas como a luta contra a repressão e pela democracia, conquista de espaços no âmbito político, impeachment, escalada da inflação, Plano Real e outros tantos períodos que marcaram a história nacional.

“O mais emocionante da celebração do centenário do IAB é a compreensão de que sua bela história é um sonho de futuro”, pontua Maria Elisa Baptista, a primeira mulher a ocupar o cargo, em 2020.  Segundo ela, nesses 100 anos, o IAB foi construído com a participação de milhares de arquitetas e arquitetos durante congressos, seminários, além de diretorias, inúmeros colaboradores, parcerias com nossas entidades irmãs, com a sociedade civil. “Tudo isso construiu uma teia, uma rede, um multiverso, uma âncora em que podemos confiar para seguir trabalhando incansavelmente pela arquitetura, pela democracia, pela liberdade, pela cultura e pelo direito à cidade”, destacou. Maria Elisa afirmou que ainda há muito a ser feito nos próximos 100 anos, mas reflete que muito já foi feito. “A luta contra a ditadura Vargas, a luta contra a ditadura imposta pelo golpe de 64, que deixou tantos de nós para trás, a luta pela anistia, reforma urbana, pela constituinte. Refletimos, propusemos projetos de cidades saudáveis, inclusivas, generosas, realizamos inúmeros debates sobre a boa arquitetura, promovemos concursos, manifestos, publicações, além de termos uma ampla participação em conselhos e fóruns’, enumera.

Na arquitetura brasileira, houve a reunificação das entidades nacionais dos arquitetos (IAB, FNA dos Sindicatos, ABEA, AsBEA e ABAP) em torno de um projeto comum de Conselho próprio. O apoio e a pressão do IAB tiveram papel fundamental no apoio à criação e aprovação do projeto de lei que instituiu o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), em 2011.  ‘A história do IAB caminha junto com as múltiplas manifestações culturais do Brasil que se urbaniza no século XX, assim como também com a história de homens e mulheres que ajudam a construir a arquitetura e o urbanismo brasileiros, com identidade própria e referências em todo mundo”, considera a presidente da FNA, Eleonora Mascia. A organização que congrega sindicatos de arquitetos e urbanistas de todo o país reafirma seu compromisso com um país melhor e parabeniza o IAB pela bela trajetória, com conquistas fundamentais para a profissão.

Em âmbito nacional, o IAB integrou todas as etapas da Conferência das Cidades, arregimentando arquitetos das entidades, do poder público, da academia e de outros setores, assumindo o papel de formador de opinião nas discussões e votações. Também estabeleceu uma sólida parceria com o então Ministro das Cidades, Olívio Dutra, e a vice-ministra Ermínia Maricato.

Ao longo dos seus 100 anos, promoveu diversos debates sobre temas urbanos e valorizou projetos a partir de concursos, com destaque para o da urbanização da Rocinha (2005), o da Estação Antártica Comandante Ferraz (2013), o da Nova sede do CAU/BR e IAB/DF (2017)  e o do Memorial às Vítimas da Boate Kiss (2018).

Entre os próximos desafios da entidade, está a organização do 27º Congresso Mundial de Arquitetura e Urbanismo promovido pela União Internacional de Arquitetos (UIA), do qual o IAB é membro-fundador. A coordenação do Congresso espera reunir cerca de 15 mil arquitetos no Rio de Janeiro, em julho deste ano, com o tema “Todos os mundos, um só mundo. Arquitetura 21”.

Hoje, o IAB participa ativamente das discussões do CAU/BR. O Instituto integra o Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetos e Urbanismo (CEAU), órgão consultivo permanente do Conselho, que conta ainda com a participação da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo, da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) e da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).

Para pontuar a passagem de seu centenário, o IAB lança Manifesto onde pontua os momentos mais marcantes de sua trajetória, seus compromissos como entidade de classe e conclama para o prosseguimento de suas lutas nos próximos 100 anos.

Confira o Manifesto

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Na primeira reunião de seu Conselho de Representantes de 2021, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) debateu estratégias para amplificar a participação de estudantes no movimento sindical. O desafio é fortalecer a relação direta com os acadêmicos, orientando sobre a realidade da profissão, a diferenciação entre as organizações de representação e os dilemas The post FNA busca aproximação de estudantes com a luta sindical appeared first on FNA.Read More

Na primeira reunião de seu Conselho de Representantes de 2021, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) debateu estratégias para amplificar a participação de estudantes no movimento sindical. O desafio é fortalecer a relação direta com os acadêmicos, orientando sobre a realidade da profissão, a diferenciação entre as organizações de representação e os dilemas do mundo do trabalho de forma a preparar os sindicalistas do futuro.

O tema foi tratado em encontro nesta segunda-feira (25/01) com representantes de sindicatos das cinco regiões do país e deve ser um dos focos da federação em 2021. Uma das ideias, defendeu o vice-presidente da FNA, Ormy Hutner Júnior, é fortalecer o movimento Juventude FNA, garantindo que os universitários se sintam parte da federação. Para isso, alertou ele, é preciso superar entraves jurídicos e revisar os estatutos de alguns sindicatos de forma a viabilizar uma aproximação efetiva, o que, hoje, já ocorre de forma informal em alguns estados. “Os sindicatos precisam puxar os estudantes”, conclamou, lembrando que uma alternativa de aproximação pode ser a promoção de encontros regionais.

Consciente que os acadêmicos de hoje são os profissionais que estarão à frente dos sindicatos no amanhã, a presidente da FNA, Eleonora Mascia, ressaltou que diversos sindicatos filiados e a própria FNA já desenvolvem ações de aproximação tanto por meio da Fenea quanto diretamente nas faculdades. Para 2021, indicou a presidente, a federação planeja reeditar algumas publicações orientativas voltadas aos jovens profissionais.

Uma das batalhas é por instrumentos que permitam aos sindicatos ter maior gerência em relação à jornada e condições de trabalho nas vagas de estágio. Os conselheiros da FNA ainda debateram formas de viabilizar uma pré-sindicalização, modelo similar ao adotado em outras categorias profissionais.

Durante a reunião, o Conselho de Representantes avaliou as estratégias voltadas à Campanha de Contribuição Sindical 2021 e projetos da federação para o ano. Eleonora Mascia informou que a política de apoio aos sindicatos será renovada até julho de 2021. Com isso, devem ter seguimentos ações de fomento nas áreas contábil, jurídica e de comunicação.

Para 2021, a FNA também planeja uma agenda intensa de formação para lideranças sindicais e para arquitetos e urbanistas. A proposição é promover um curso por mês em assuntos como Comunicação Sindical, Gestão Sindical, Direito Trabalhista, entre outros.

Com o objetivo de garantir maior troca de experiências entre os sindicatos, as reuniões do Conselho de Representantes também serão ampliadas neste novo ano. Os encontros terão sempre um momento de apresentação de projetos dos sindicatos. Segundo o secretário de Formação Sindical da FNA, Danilo Matoso, serão expostas experiências positivas para os colegas de outras regiões do Brasil, como foi feito durante o 44º Ensa. A agenda será divulgada em breve, mas, já na próxima reunião, em 23 de fevereiro, o primeiro sindicato deve trazer vivências a compartilhar.

UIA 2021

Nesta sexta-feira (29/01), o Comitê Organizador Internacional do Congresso da UIA 2021, inicialmente previsto para ocorrer em junho no Rio de Janeiro, reúne-se para definir a formatação do evento. A tendência é que ele seja realizado de forma majoritariamente virtual em função da pandemia de Covid-19. O ex-presidente da FNA Jeferson Salazar representará a federação no debate. A FNA e seus sindicatos têm grande expectativa quanto à relação do congresso no Brasil uma vez que é apoiadora do projeto desde sua confirmação. Após a deliberação sobre a UIA 2020, a FNA pretende alinhar os encaminhamentos para o 45ª Encontro Nacional de Arquitetos e Urbanistas 45º ENSA.

 

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