O Patrimônio Cultural Brasileiro vêm sendo alvo de ataques diretos. Seja pelos cortes orçamentários seja pelos desmandos e nomeações infundadas em órgãos ligados a ele, o que se vê é uma política nefasta e perigosa de desmonte. Entendendo a importância de debater sobre a defesa do patrimônio como agente de preservação de cultura e da The post Live #8 da FNA abordará a luta pelo Patrimônio Cultural appeared first on FNA.Read More

O Patrimônio Cultural Brasileiro vêm sendo alvo de ataques diretos. Seja pelos cortes orçamentários seja pelos desmandos e nomeações infundadas em órgãos ligados a ele, o que se vê é uma política nefasta e perigosa de desmonte. Entendendo a importância de debater sobre a defesa do patrimônio como agente de preservação de cultura e da memória do povo brasileiro, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) promove, no dia 18 de agosto, a live #8 “Patrimônio Cultural: a luta pela memória hoje”. Transmitida pelo YouTube a partir das 19h, o debate terá participação do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Nivaldo Andrade, da arquiteta e urbanista e professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Ana Lúcia Meira, e do secretário de Organização e Formação Sindical da FNA, Danilo Matoso. A mediação fica por conta da secretária de Finanças da FNA, Juliana Betemps. “Podemos ver nas ruas o que fomos no passado e entender o que nos trouxe até aqui. Se não preservamos o nosso patrimônio, perdemos essa trajetória”, alertou Juliana, lembrando da relevância de aprofundar o debate sobre educação para fortalecer a preservação.

A agenda da FNA integra programação da Semana do Patrimônio Cultural Brasileiro, costurada em conjunto com as entidades que integram o Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro em comemoração ao Dia do Patrimônio (17 de agosto) e que tem eventos entre 17 e 23 de agosto. Presidente do IAB e coordenador do Fórum, Nivaldo Andrade ressalta a necessidade de união para enfrentar o momento difícil pelo qual passa o patrimônio cultural brasileiro. “Agendas compartilhadas com a proposta pelo Fórum são essenciais para difundir à sociedade a essência desse trabalho que precisa de integração entre os profissionais da área, mas que também requer apoio da sociedade”.

Para Matoso, a gestão do patrimônio deve ser um importante vetor de investimento do poder público na infraestrutura de nossas cidades e de balizamento. “O Governo Federal está conduzindo um ataque deliberado às políticas de Patrimônio Cultural por meio do desmonte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de sua subordinação ao turismo, numa inversão total de valores”. Foi por isso, explicou ele, que a FNA participou, junto com dezenas de outras entidades dos mais diversos setores, da criação do Fórum Nacional de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro, em outubro de 2019. “Buscamos não apenas defender o Iphan, mas também os seus trabalhadores, muitos deles arquitetos e urbanistas, e seu acúmulo de décadas na preservação de nosso Patrimônio”, afirma. De acordo com Matoso, é preciso defender uma visão de patrimônio inclusiva, que dê conta dos mais diversos ramos e expressões da cultura de nosso povo. “É nossa memória que está em jogo”, ressalta.

Acesse o link da live clicando aqui e ative o lembrete!

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A Comissão Temporária de Equidade de Gênero do CAU/BR divulgou em 31 de julho, durante a 103ª Plenária Ordinária, o 1º Diagnóstico de “Gênero na Arquitetura e Urbanismo”. Realizado on-line, de julho de 2019 a fevereiro de 2020, o levantamento foi respondido por 987 profissionais, sendo 767 mulheres e 208 homens, com uma margem de The post CAU/BR divulga pesquisa sobre desigualdade de gênero na AeU appeared first on FNA.Read More

A Comissão Temporária de Equidade de Gênero do CAU/BR divulgou em 31 de julho, durante a 103ª Plenária Ordinária, o 1º Diagnóstico de “Gênero na Arquitetura e Urbanismo”. Realizado on-line, de julho de 2019 a fevereiro de 2020, o levantamento foi respondido por 987 profissionais, sendo 767 mulheres e 208 homens, com uma margem de erro de 3,11%, para mais ou para menos.

Do total dos entrevistados, 82% das mulheres e 65% dos homens afirmaram que o CAU/BR deve promover a equidade de gênero. Em resposta, o Conselho instituiu, após a divulgação do 1º Diagnóstico, a Comissão Temporária de Política para a Equidade de Gênero e deliberou por incluir na “Carta à Sociedade e aos Candidatos nas Eleições Municipais de 2020”, propostas para a promoção da igualdade entre homens e mulheres.

Os dados do 1º Diagnóstico, apesar de não surpreenderem, pois se assemelham ao retrato da desigualdade de gênero que caracteriza a sociedade brasileira, sinalizam a urgência de se efetivar políticas e ações que primem pela igualdade em todas as instâncias da Arquitetura e Urbanismo. Demonstra, ainda, que o debate sobre a inequidade de gênero extrapola os limites da profissão e precisa ser levado para outras instâncias da sociedade.

Números extraídos do SICCAU revelam que, do total dos arquitetos e arquitetas e urbanista ativos, as mulheres são maioria em todos os Estados brasileiros, sendo que em 22 deles o percentual aumentou no último ano. Do total dos entrevistados no 1º Diagnóstico, quase 80% são brancos; 13,81% pardos; 4,33% negros; 1,75% orientais e 0,21% indígenas.

O levantamento realizou um recorte racial relacionado a tipos de assédio (sexual e moral); violência sexual e discriminação de gênero no trabalho, revelando a maior inequidade de todo o diagnóstico: 59% das mulheres negras entrevistadas declararam sofrer discriminação de gênero, contra 8% dos homens brancos; 47% delas foram assediadas moralmente e 21% enfrentaram o assédio sexual, que “é qualquer ato sexual ou tentativa de obtenção de ato sexual por violência ou coerção, comentários ou investidas sexuais indesejadas”.

O perfil salarial dos entrevistados foi outro dado pesquisado, mas também nesse campo as diferenças são alarmantes. Os arquitetos brancos são maioria na faixa de mais de 13 salários mínimos, ganhando pelo menos 13 vezes mais do que as arquitetas negras. Elas ainda representam o maior contingente de desempregados, entre os entrevistados.

A relação da responsabilidade da maternidade/paternidade com o exercício profissional entre os entrevistados também foi questionada e demonstrou que mulheres negras e brancas enfrentam os maiores obstáculos para equacionar o trabalho com o cuidado dos filhos. Os dados mostram que 40% das mães são responsáveis a maior parte do tempo, principalmente pelos filhos de 0 a 4 anos. Entre os homens, 54% afirmaram que esta relação interfere muito pouco no trabalho.

Os principais objetivos do diagnóstico são subsidiar a elaboração da “Política do CAU para a Equidade de Gênero”; mensurar a lacuna de gênero atualmente existente na profissão; qualificar o debate sobre gênero na profissão; sensibilizar a sociedade e os arquitetos e urbanistas sobre a pertinência do tema e a sua afinidade com a missão do CAU e subsidiar o cumprimento do compromisso assumido pelo CAU de promover a equidade de gênero em todas as suas instâncias organizacionais e em seu relacionamento com a sociedade, entre outros.

O 1º Diagnóstico traz, ainda, dados sobre a participação de arquitetas e arquitetos em concursos públicos, premiações, oportunidades de trabalho, faixa etária, entre outros.

A Comissão Temporária de Equidade de Gênero do CAU/BR, criada em maio de 2019, encerrou seus trabalhos em abril de 2020 , e foi composta pelas conselheiras federais Nadia Somekh (SP), coordenadora; Josemée Gomes de Lima (AL) e Cristina Evelise Vieira Alexandre (PB); e pelas presidentes Daniela Pareja Garcia Sarmento (CAU/SC), coordenadora adjunta; e Gilcinéa Barbosa da Conceição (CAU/BA). A Comissão foi assessorada pela arquiteta e urbanista Ana Laterza, analista técnica, e Ana Carolina Alcantara Ayres, assistente administrativa. Seus trabalhos serão continuados pela Comissão Temporária de Política para a Equidade de Gênero, ainda a ser instalada, dará continuidade aos seus trabalhos.

Para maiores informações acesse a íntegra do 1º Diagnóstico de Gênero na Arquitetura e Urbanismo a Comissão Temporária para a Equidade Gênero

Fonte: CAU/BR

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