Com a mobilização de diversas entidades sindicais e apoio da articulação parlamentar e jurídica, a rejeição da MP 1045 representa uma importante vitória dos trabalhadores pela manutenção dos seus direitos. A boa notícia veio na noite desta terça-feira (01/09), quando o Senado rejeitou o texto por 47 votos. A Medida Provisória propunha uma minirreforma na legislação trabalhista com o pretexto de renovar o programa de redução ou suspensão de salários e jornada de trabalho, precarizando as relações, dificultando o acesso à justiça gratuita e à aposentadoria, alterando a legislação sobre horas extras e criando entraves para a fiscalização dos auditores do trabalho.
Segundo a presidente da Federação nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Eleonora Mascia, foi uma vitória importante, que vem semanas após a derrubada do “jabuti” na MP1040, com a proposta de extinguir o salário mínimo profissional. “Os trabalhadores e trabalhadoras são representados pelas entidades sindicais. Vivemos tempos difíceis, é verdade, mas a união de todos vem mostrando que é possível fazer um enfrentamento de efeito contra o projeto de desmonte do governo federal”. O assunto vinha sendo acompanhado de perto pela FNA e seus sindicatos Filiados, com apoio das assessorias jurídica e legislativa, uma posição sobre a matéria foi divulgada recentemente e destacava o risco que os trabalhadores enfrentariam sem a proteção da CLT.
A derrubada da proposta pelo Senado se deu, justamente, pela fragilização das relações trabalhistas e pelo impasse entre as duas Casas. A ameaça de alterar salvaguardas importantes da CLT foi um dos motivos para a derrubada da MP 1045. No trâmite protocolar, a MP 1.045 voltaria à Câmara para sanção das mudanças feita no parecer do senador Confúcio Moura (MDB-RO). Criado no ano passado como uma medida emergencial de manutenção do emprego durante a pandemia, a Medida utilizava como pretexto um programa de geração de emprego para os jovens. Entre eles, o Priore – Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego; o Requip, Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva; e o Programa Nacional de Prestação de Serviço Social Voluntário. Entretanto, o texto continha diversas alterações da legislação trabalhista, que, assim como as novas modalidades de contratação, configuram matérias completamente estranhas, os conhecidos “jabutis”, ao conteúdo original da MP 1.045.
Com a rejeição, o Governo Federal não poderá editar medida provisória com o mesmo teor neste ano.
The post FNA comemora derrubada de minirreforma no Senado appeared first on FNA.
FNAA construção de uma Política Nacional de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS)…
A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) participou do 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos…
O Conselho de Representantes (CR) da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) aprovou, nesta…
A colaboração através da Contribuição Assistencial é fundamental para que a entidade sindical exerça suas…
“Em última instância, o que define a vitória e a conquista de uma campanha salarial…